Exames nacionais mantêm regras excecionais antes de novo modelo entrar em vigor em 2025
O Conselho de Ministros aprovou esta sexta-feira (21/3/23) o decreto-lei que mantém as regras excecionais dos exames nacionais, que vigoraram nos últimos anos letivos, antes de o novo modelo de conclusão do ensino secundário começar a ser aplicado.
“Foi aprovado o decreto-lei que estabelece, para o ano letivo de 2022-2023, medidas excecionais e temporárias relativamente à avaliação, aprovação de disciplinas, conclusão dos cursos científico-humanísticos do ensino secundário e acesso ao ensino superior, mantendo em vigor as condições aplicadas ao ensino secundário nos anos de 2020, 2021 e 2022”, refere o comunicado do Conselho de Ministros.
Assim, os exames do ensino secundário voltam a servir apenas para efeitos de acesso ao ensino superior e para melhoria da classificação interna, de forma a assegurar a previsibilidade no que respeita à conclusão do ensino secundário e ao acesso ao ensino superior.
Em fevereiro, o Governo anunciou o novo modelo de conclusão do ensino secundário, mas as alterações só começam a fazer-se sentir no próximo ano.
De acordo com as novas regras, e um pouco à semelhança do que vigorava antes da pandemia da Covid-19, mantêm-se os exames nacionais para conclusão do ensino secundário, mas com um peso mais baixo na classificação final, de 25%, e num modelo de três exames em que Português é obrigatório e os outros dois exames escolhidos pelos alunos.
A partir de 2023-2024, os alunos que estão agora no 10.º ano já passam a ser abrangidos pelas novas regras, mas os alunos atualmente no 11.º deverão voltar a beneficiar das exceções implementadas, pela primeira vez, em 2020.
Só os que entrarem no próximo ano letivo para o 10.º ano começam a ter aplicado o novo modelo na totalidade, o que significa que, no cálculo da sua média final do ensino secundário, as diferentes disciplinas que frequentaram vão ter uma ponderação diferenciada consoante sejam disciplinas de três, dois ou apenas um ano no percurso dos alunos.
As disciplinas trienais, como Português ou Matemática, vão ter uma ponderação superior para a média final do que disciplinas anuais ou bienais.
Escola da Amadora que venceu prémio Energy Up da Galp já poupa mil euros por mês na conta de eletricidade
A Escola Básica 2/3 D. Francisco Manuel de Melo, na Amadora, trabalha em projetos de energia solar desde 2005. Pelos corredores e nas salas de aula há protótipos cobertos de pequenos painéis solares e outros engenhos fotovoltaicos que são criados por alunos a partir dos sete anos. É frequente ver os alunos mais pequenos a aprender com os mais velhos, dos cursos profissionais da vizinha Escola Secundária Seomara Costa Primo. Em conjunto, montam modelos de competição que dão cartas em corridas de carros solares,
Na pista medem forças com os alunos de licenciatura das mais reputadas universidades nacionais. Mas a equipa da Francisco Manuel de Melo, comandada pelo Professor Vitor Palminha, não se acanha e acelera a fundo.
Em 2022, a escola onde crescem alunos de 35 nacionalidades, quis mostrar ao país os seus progressos na ciência e inovação para a transição energética. Apresentou candidatura ao Prémio Energy Up, da Fundação Galp, com um plano de negócios para uma empresa sustentável em 2050 e várias soluções de aplicação solar a automóveis e eletrónica. Entre 50 concorrentes, foi na Amadora que encontrámos estes heróis da transição energética. O prémio, 20 mil euros em painéis solares.
A central já começou a funcionar há pouco mais de um mês produzindo 150 kWh. E para além do orgulho dos alunos da escola, que têm a ambição estelar de ser “o futuro do planeta”, o efeito já se faz sentir na folha de cálculo do diretor do Agrupamento. “Os preços subiram muito, com impacto pesado na nossa escola. A fatura da eletricidade passou de 8 a 9 mil euros para 17 mil euros por mês”, lamenta Rui Fontinha. Mas o prémio da Fundação Galp já está a ajudar a escola a reduzir consumos e a aliviar a folha das despesas. “Com os 58 painéis instalados na nossa escola, já estamos a poupar 1000 euros por mês”, garante o professor Fontinha.
Estes números, afiança, são mais do que suficientes para convencer outras escolas e outros professores de todas as disciplinas a apresentar as suas melhores ideias para a transição energética e para a mobilidade sustentável nas suas comunidades.
A edição 2023 do Prémio Energy Up tem candidaturas abertas até 28 de abril e podem concorrer todas as escolas, de norte a sul do país, e todos os alunos do 1º ao 12º ano, incluindo ensino profissional.
Para a escola vencedora, o grande prémio é a instalação de painéis solares de 20 mil euros. Já os vencedores em cada um dos ciclos de ensino – 1º Ciclo, 2º e 3º Ciclo, Secundário – receberá um cheque ensino no valor de 1000 euros.
O Energy Up é uma das iniciativas bandeira dos Projetos Educativos Future Up, da Fundação Galp, que desde 2010 já impactaram mais de 2,2 milhões de alunos e professores em 20 mil estabelecimentos de ensino.









