No ritmo intenso de dois dias (no fim de semana passado!), entre ensaios sucessivos, pausas breves e momentos de partilha, a residência artística do grupo de teatro AbreMundos revelou-se muito mais do que um simples encontro de preparação: foi um verdadeiro mergulho no fazer teatral, vivido com entrega, rigor e uma impressionante maturidade artística.
O grupo construiu, desconstruiu e voltou a compor a sua criação cénica, passando por diferentes fases do trabalho teatral - da exploração do texto à consolidação das personagens, da definição das transições à integração de figurinos, adereços e música. O exigente programa espelhou bem essa progressão, culminando em ensaios corridos de toda a peça, já com todos os elementos cénicos articulados.
Mas aquilo que nenhum programa consegue traduzir plenamente é o espírito que atravessou esta residência. A concentração nos ensaios, a escuta entre pares, a entrega física e emocional, mas também os momentos de convívio, de relaxamento e de reflexão coletiva. É nesse equilíbrio que se vai formando um verdadeiro coletivo artístico.
Neste Dia Mundial do Teatro, importa sublinhar precisamente isso: o teatro como espaço de encontro, de construção comum e de expressão profunda do humano. O trabalho desenvolvido por este grupo mostra como, em contexto escolar, se pode alcançar uma prática artística séria, comprometida e transformadora.
O AbreMundos respira Teatro e lembra-nos a razão pela qual esta continua a ser uma arte maior.
No âmbito das atividades da educação para a cidadania, realizou-se, dia 25 de fevereiro, uma palestra/debate subordinada ao tema “O contributo das migrações para a democracia e o bem-estar”, dinamizada pelo politólogo e cientista Andrés Malamud. A sessão dirigiu-se a alunos do ensino secundário - acompanhados por professores - e proporcionou um momento de reflexão sobre a relação entre migrações, participação democrática e coesão social.
Ao longo da palestra, o orador ajudou-nos a entender diversas dinâmicas entre as migrações, democracia e bem-estar, apresentando uma análise esclarecedora e acessível sobre a importância das migrações nas sociedades contemporâneas, destacando o seu papel na diversidade cultural, no desenvolvimento económico e no fortalecimento das democracias. A intervenção suscitou grande interesse por parte dos alunos, que participaram de forma muito ativa, colocando questões pertinentes e demonstrando curiosidade e sentido crítico.
Após a palestra, o consenso foi geral: quer os alunos, quer os professores prolongariam este encontro pois o interesse e a participação foram de grande entusiasmo, só tendo terminado devido a impossibilidade logística!
O seguinte vídeo, realizado por alunos do 1º ano do curso profissional de fotografia, dá conta de alguns momentos deste encontro:
Sobre Andrés Malamud
Andrés Malamud é politólogo e investigador na área da ciência política, com reconhecida intervenção pública no espaço lusófono e ibero-americano. É investigador principal no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde estuda sobretudo política comparada e política internacional, com especial enfoque na América Latina.
Ao longo da sua carreira, tem sido professor convidado em diversas universidades europeias e americanas, bem como em instituições de ensino superior da América Latina. Participa regularmente no debate público através de artigos, entrevistas e comentários em órgãos de comunicação social nacionais e internacionais, incluindo meios de países como Argentina, Brasil, Chile, Alemanha, Espanha e Itália
Nascido na Argentina, Andrés Malamud é também imigrante em Portugal, o que lhe confere uma perspectiva particularmente relevante para a reflexão sobre democracia, instituições políticas e migrações.
No dia 25 de março de 2026, os alunos das turmas 9.ºC e 9.ºD realizaram uma visita de estudo à Estufa Fria de Lisboa. A atividade decorreu em regime de visita livre, permitindo aos alunos percorrer, ao seu ritmo, as três estufas que compõem este espaço da cidade.
Ao longo do percurso, os alunos tiveram a oportunidade de observar mais de trezentas espécies vegetais provenientes de vários continentes. O contacto direto com plantas raras e exóticas despertou grande curiosidade e entusiasmo, levando muitos a registar pormenores, tirar fotografias e comparar as características das diferentes espécies.
Os alunos realçaram especialmente o gosto por fazer “algo diferente”, apreciando o ambiente tranquilo da estufa e explorando o espaço segundo os seus próprios interesses. A diversidade de formas, cores e ambientes naturais foi um dos aspetos mais referidos como marcante, assim como a descoberta de plantas menos comuns, que despertaram surpresa e fascínio.
A atividade permitiu ainda desenvolver capacidades de observação, reforçar conhecimentos de botânica e valorizar um dos mais importantes espaços verdes de Lisboa. No final da visita, os alunos mostraram‑se satisfeitos com a experiência, destacando o prazer de aprender fora da sala de aula e de contactar com um património natural tão rico e único.
No âmbito do programa Erasmus+, o Agrupamento de Escolas Amadora Oeste teve o prazer de acolher três docentes do Lycée Le Mans Sud – Sandy Callippe, Lucille Minville e David Fabbro – para uma semana de jobshadowing na área de Desporto e Educação Física, entre 16 e 20 de março de 2026.
Ao longo da semana, os professores visitantes acompanharam diversas aulas de Educação Física e do Curso Profissional de Desporto, observando práticas pedagógicas em diferentes contextos e níveis de ensino. O programa incluiu ainda reuniões de trabalho com a coordenação Erasmus+ e com os responsáveis pela área disciplinar e pelo curso profissional, promovendo momentos de reflexão conjunta sobre metodologias de ensino, organização curricular e práticas avaliativas .
A diversidade de atividades observadas – desde aulas práticas em pavilhão e ginásio até momentos de estudo do movimento e atividades de desporto escolar – permitiu uma visão abrangente do trabalho desenvolvido no agrupamento, bem como uma partilha rica de experiências entre os docentes envolvidos. Destaca-se igualmente o contacto direto com as instalações escolares e os momentos informais de convívio, que reforçaram o espírito de colaboração e entendimento intercultural.
Os docentes franceses manifestaram grande satisfação com a experiência vivida, sublinhando a qualidade do acolhimento, a organização do programa e a abertura demonstrada por toda a comunidade educativa. Por sua vez, no AEAO, destacamos a sua postura extremamente participativa, simpática e disponível para a partilha de práticas e para o desenvolvimento de futuras parcerias.
A Equipa Erasmus+ deixa um agradecimento muito especial à professora Sónia Carvalho, pela colaboração fundamental na organização e acompanhamento deste programa, bem como a todos os coordenadores e docentes de Educação Física e do CP de Desporto que, com grande disponibilidade e espírito de equipa, acolheram estes colegas de forma tão calorosa e profissional.
Dos dias 9 a 13 de março, um grupo de alunos do 11.º ano, representando todas as áreas de formação da escola, participou numa mobilidade Erasmus+ em Antuérpia (Berchem), Bélgica, no âmbito do tópico do projeto eTwinning: “European Values in Action”, acompanhados pelos docentes Ana Água e António Borges.
Esta mobilidade constitui a primeira fase de um trabalho desenvolvido ao longo de vários meses em parceria com a escola anfitriã, KA Berchem.
Do eTwinning ao encontro presencial
No âmbito do projeto eTwinning, os alunos investigaram e debateram pilares centrais da construção europeia - inclusão, diversidade, migrações e cidadania ativa. Este trabalho prévio revelou-se fundamental para a qualidade das interações durante a mobilidade.
Em Antuérpia, esse percurso ganhou nova dimensão: os alunos apresentaram os seus projetos, participaram em workshops colaborativos em grupos luso-belgas e prepararam, de forma progressiva, os argumentos que viriam a sustentar o debate final.
Aprender na escola, aprender na cidade
O programa articulou de forma muito equilibrada o trabalho académico com experiências de aprendizagem em contexto real.
A escola foi uma agradável surpresa para todos, pela história que carrega e pelo humanismo que emana nas salas de aula e nos corredores. Por todo o lado encontramos homenagens a quem já por ali passou e deixou a sua marca: dos professores que foram resistentes ao regime nazi durante a segunda Guerra Mundial, aos alunos que partiram prematuramente mas permanecem na memória deste espaço comum.
Em Antuérpia, os alunos exploraram o centro histórico — Groenplaats, Catedral, Câmara Municipal, Brabo — e percorreram zonas emblemáticas como o Zuid e o Eilandje, incluindo a visita ao Red Star Line Museum, que permitiu refletir sobre as histórias de migração e identidade europeia.
A descoberta da cidade incluiu ainda locais marcantes como a Estação Central de Antuérpia, o bairro judaico e De Beurs, bem como uma visita guiada ao KMSKA (Museu Real de Belas Artes de Antuérpia), onde a arte serviu de ponto de partida para discutir memória, diversidade e identidade.
Bruxelas: debater valores no coração da Europa
O momento mais marcante da mobilidade teve lugar em Bruxelas, com a visita a espaços simbólicos como Marollen e a Câmara Municipal, culminando no debate final sobre os valores europeus, junto ao Parlamento Europeu.
Neste contexto particularmente significativo - no coração das instituições europeias - os alunos revelaram uma impressionante capacidade de análise, argumentação e diálogo intercultural. A clareza das suas ideias, a solidez dos argumentos e a maturidade do debate deixaram os professores profundamente orgulhosos desta geração.
Outras cidades, outras leituras da Europa
A mobilidade incluiu ainda visitas a Bruges e Ghent, onde os alunos puderam contactar com diferentes expressões do património urbano e cultural europeu. Em Ghent, locais como Korenlei, Graslei, Sint-Michiels e Patershol proporcionaram uma leitura viva da história, da arquitetura e das dinâmicas sociais das cidades.
Acolhimento, partilha e relações que ficam
Um dos aspetos mais marcantes desta experiência foi o acolhimento excecional proporcionado pelo diretor Mathias, os professores Philip e Jarmo, todos os alunos e respetivas famílias de acolhimento. A atenção constante ao bem-estar dos participantes, a generosidade e a proximidade criaram um ambiente de confiança que facilitou a integração e potenciou aprendizagens interculturais profundas.
Também os alunos belgas se destacaram pelo papel ativo que assumiram, guiando o grupo pelas cidades com sentido crítico, responsabilidade e um toque de humor, tornando cada momento mais significativo.
As despedidas, intensas e emocionadas, testemunharam bem a qualidade dos laços criados, que continuarão a ser alimentados nos próximos meses, através de encontros digitais formais e informais, alimentando o projeto eTwinning noutras dimensões dos valores europeus, até ao segundo encontro presencial a ocorrer em Outubro, momento em que receberemos na nossa escola e nas famílias de acolhimentos dos nossos alunos, os seus pares belgas, acompanhados pelos seus professores.
Esta mobilidade confirma o Erasmus+ como um espaço privilegiado de aprendizagem e crescimento. Sentimos que estes alunos vivem a Europa — pensam-na, questionam-na e participam ativamente na sua construção simbólica, e isso enche-nos de esperança num futuro melhor para esta comunidade e para a humanidade em geral.